Exuberante em todas as suas formas e cores, as pérolas são um verdadeiro encanto. Uma das principais características que nos chamam a atenção em uma autêntica pérola é a sua superfície. Muitas dessas preciosidades são lisas e totalmente livres de manchas ou riscos. No entanto, dependendo do tipo de pérola e da forma como é cultivada, esses aspectos podem mudar. Por isso, vamos entender agora sobre a superfície das pérolas e suas particularidades.
A superfície das pérolas de água doce
Primeiramente, precisamos dizer que um dos grandes agentes que definem a superfície das pérolas é o nácar – um dos principais responsáveis por formá-las.
No caso das pérolas de água doce (biwa, barroca e keshi), por serem formadas com um nácar mais sólido, elas apresentam menos consistência no crescimento. Isso quer dizer que talvez tenham divisões e alguns anéis mais aparentes do que em comparação com outros tipos de pérolas.
Veja o caso das pérolas biwa abaixo, elas têm pequenos anéis e divisões aparentes:

Ainda outra questão que pode aparecer na superfície é a mancha. Nem sempre as manchas vão desvalorizar a beleza da pérola. No entanto, para o mercado joalheiro, quanto mais limpa uma superfície, mais valiosa essa pérola será.
Nesse sentido, as pérolas de água doce são mais propensas a terem em sua superfície manchas calcárias. Isso é praticamente uma característica desse tipo de pérola. Isso porque são provenientes do próprio processo natural ou de alguma deficiência durante o cultivo.
Superfície das novas pérolas de água doce
Como sabemos, as novas pérolas de água doce são enormes. Esse tipo de pérola de água doce é nucleada e possui, naturalmente, manchas e algumas inconsistências na superfície.
No geral, quando falamos de qualidade, as mais lisas são consideradas as melhores. Neste caso, porém, as novas pérolas de água doce são uma exceção.

A superfície das pérolas de água salgada
De antemão, sabemos que as pérolas nunca são perfeitas, pois são orgânicas. Sendo assim, não existem duas pérolas precisamente iguais. Basta pegar uma lupa de 10x e confirmar diversos aspectos de crescimento que são únicos em cada uma delas. Logo, a superfície das pérolas também será diferente.
Superfície da pérola Akoya
Características de crescimento, como manchas, arranhões e saliências, estabelecem a qualidade da superfície das pérolas akoyas – bem como a gravidade de cada uma dessas características.
Tais aspectos de crescimento são considerados como “defeitos”. Normalmente, quando fatores como tamanho, brilho, cor e qualidade do nácar são iguais, a pérola será ainda mais valiosa se tiver uma superfície completamente lisa.
Superfície das pérolas South Sea
A maior parte das pérolas possuem imperfeições, com a South Sea não é diferente. Uma superfície perfeita é inacreditavelmente rara. Como em todos os casos, conforme o grau do “defeito”, seu valor e preciosidade podem ser duramente afetados.
Veja um exemplo de pérolas South Sea brancas com defeitos (manchas, amassados e arranhões):

Superfície da pérola do Tahiti
No caso das pérolas do Tahiti, as que não possuem manchas visíveis são consideradas melhores. Curiosamente, se esse tipo de pérola tiver pequenos “buracos” ou depressões – desde que não em mais de 10% da superfície – ainda assim será considerada de alto valor.
Por outro lado, aquelas que tiverem mais de 60% da sua superfície total com manchas, serão rejeitadas, pois estão abaixo do nível de má qualidade.

Sendo assim, sabendo que nenhuma pérola pode ser completamente perfeita, conseguimos ponderar com bom senso seus fatores de valor e beleza. A superfície das pérolas nem sempre vão apresentar as mesmas características de definição de qualidade. Por isso, é preciso ter atenção aos tipos de pérolas e seus processos de cultivo, que também interferem em sua superfície.
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